XI CAPITULO PROVINCIAL

 

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(Na foto, os 5 provinciais da província restaurada)

XI CAPITULO PROVINCIAL

Nos dias 26 a 29 de Abril de 2011 realizou-se no Santuário do Menino Jesus, em Avessadas, Marco de Canaveses, o XI Capítulo Provincial da Província Portuguesa da Ordem dos Carmelitas Descalços. Este foi um acontecimento de graça que a Província dos Carmelitas preparou com muita antecedência a fim de se poderem tomar, durante esses breves dias, as melhores decisões para o triénio 2011-2014.
Participaram 17 padres capitulares. O Capítulo iniciou-se com a eucaristia votiva do Espírito Santo, sob a presidência do P. Pedro Ferreira, colocando assim este acontecimento sob a acção do Espírito Santo. Seguiu-se a apresentação do relatório de actividades e de contas do triénio 2008-2011.

P. Joaquim Teixeira eleito provincial

Na II Sessão Capitular abriram-se os boletins de voto de cada um dos religiosos da Província, cuja contagem elegeu pela vez em sufrágio universal o P. Joaquim Teixeira para o cargo de Superior Provincial. Interrogado pelo anterior provincial, aceitou o novo desafio e renovou a sua profissão de fé e de fidelidade ao magistério da Igreja.
O P.Joaquim Teixeira tem 46 anos, é natural de Rosém, Marco de Canaveses e frequentou os Seminários da Ordem em Viana do Castelo, Avessadas e Porto. É Mestre em Teologia pela Universidade Católica, na área da antropologia teológica. Desempenhou os mais variados cargos na vida da Província, tendo estado quase sempre ligado à formação dos candidatos a carmelitas descalços, além de trabalhar na animação missionária e na pastoral familiar. Ultimamente residia na comunidade do Porto, onde desempenhava as funções de mestre de formação dos postulantes e dos professos simples.

Eleição dos conselheiros

Depois da eleição do novo Provincial interrompeu-se a sessão para as necessárias consultas para a constituição do novo Conselho Provincial.
Depois dum tempo de espera reuniu-se a terceira sessão capitular; o P. Joaquim Teixeira dirigiu então, confiança e serenidade, ao Capítulo e a toda a Província as suas primeiras palavras, convidando todos os irmãos a colaborarem com ele nesta missão que acabavam de lhe confiar. De seguida, propôs ao Capítulo o novo Conselho Provincial composto pelos seguintes religiosos: P. Agostinho dos Reis Leal (I Conselheiro); P. Alpoim Alves Portugal (II Conselheiro); P. Pedro Lourenço Ferreira (III Conselheiro); P. Vasco Nuno Tavares da Costa (IV Conselheiro).
Procedeu-se de seguida à eleição nominal, na qual todos saíram eleitos à primeira votação que foi secundada com aclamação e a profissão de fé.
Acto contínuo procedeu-se igualmente à eleição do Sócio ao Capítulo Geral e o seu Substituto; a eleição recaiu respectivamente no P. Pedro Lourenço Ferreira e no P. António Fernando Sá dos Reis.
O Capítulo suspendeu entretanto os seus trabalhos a fim de dedicar tempo à oração.

A presença da família alargada

Na primeira sessão do dia 27 de Abril leram-se e comentaram-se algumas Cartas dirigidas ao Capítulo, ou, nas palavras do Padre Provincial, «deu-se voz aos que não estando presentes têm voz no Capítulo.» Assim, leram-se as Cartas do Padre Geral, de 26 de Dezembro; do Presidente da Conferência Ibérica de Provinciais; das Irmãs Carmelitas Descalças da Associação de Nossa Senhora de Fátima; dos Animadores Provinciais das Missões, de 21 de Março de 2011; da Coordenadora dos Grupos de Oração Teresiana, de 14 de Abril de 2011. Estudaram-se ainda dois documentos: A súmula das respostas ao Inquérito sobre a adesão da Província de Portugal à Reestruturação Ibérica, da responsabilidade do Conselho Provincial cessante; e a Ratio sobre a Formação no Carmelo Teresiano Ibérico.
Depois dum breve descanso reunimo-nos na segunda Sessão desta manhã, nela teve lugar o acolhimento à delegação da Ordem Secular representada pela sua Presidente Maria Emília André e um dos Conselheiros, José Manuel Couto. Ao tomarem a palavra expuseram a realidade de vida dos Carmelitas Seculares; de salientar que ambos dirigiram palavras de agradecimento e desafio à Ordem. O Padre Provincial agradeceu com palavras calorosas que pretendiam afirmar que o agradecimento e o desafio é mútuo.
Ao encerrar a Sessão ofereceu a ambos a nova e recém-estreada edição do Livro da Vida da nossa Santa Madre, como desejo de que a sua leitura nos ajude a «escrever juntos as mais belas páginas da vida da nossa Família.»
Logo depois reunimo-nos na igreja do Santuário do Menino Jesus com a participação dos nossos Irmãos Seculares e sobre a presidência do Padre Provincial, Frei Joaquim Teixeira. Juntos podemos escutar as suas palavras que, partindo da passagem dos Discípulos de Emaús nos desafiou «a não ficarmos parados e a fazer caminho sem desanimar, a recuperar a consciência de que somos acompanhados pelo Ressucitado que nos abre os olhos e aquece o coração».
Reforçadas as forças espirituais, entrámos depois no refeitório da Comunidade, onde têm decorrido as refeições, para reforçar duplamente as forças do corpo e os laços que nos unem como família de Santa Teresa e São João da Cruz.
O padres capitulares gozaram de um merecido descanso antes de se reunir para a Sexta e Sétima sessões, que decorreram esta tarde.

Em processo de restruturação

Ao retomar os trabalhos, o P. Provincial apresentou ao Capítulo três temas para reflexão e discernimento, a saber: adesão à reflexão sobre a reestruturação das Províncias Ibéricas numa Província única; abertura duma Missão em Timor-Leste; e a definição pastoral da Domus Carmeli.
A respeito destes assuntos decidiu-se por larga maioria entrar no processo de adesão à Província Única Ibérica; continuar a aprofundar o diálogo e discernimento com o Governo Geral da Ordem e a Igreja de Timor Leste numa marcha sustentada rumo à fundação em Timor; o programa da Domus Carmeli será objecto de estudo de uma Comissão de Espiritualidade.
Depois do longo diálogo suspenderam-se os trabalhos para dar lugar ao oportuno descanso e à oração.
O dia 28 de Abril amanheceu sereno e solarengo. A natureza que nos envolve rebenta de alegria natural e júbilo pascal.
Presidiu à oração de Laudes e à Eucaristia o Vigário Provincial, P. Agostinho Leal, que na sua homilia nos exortou «ao encontro pessoal com Jesus, a acreditar para superarmos os nossos medos, a abrirmos as nossas mentes para as Escrituras, e os nossos lábios para a proclamação da Boa Nova.»
Depois do pequeno-almoço retomamos os trabalhos capitulares com um pequeno intervalo de permeio.
Na VII Sessão estabeleceu-se um breve dialogo sobre a Ratio da Formação no Carmelo Teresiano Ibérico, nomeadamente sobre as singularidades portuguesas; proposta a votação do texto a Ratio foi aprovada sem votos contra.
Logo de seguida o Padre Provincial deu a vez e a voz ao Director do Centro de Espiritualidade S. Teresa de Jesus e das Edições Carmelo, P. Alpoim Portugal, para nos falar destas duas realidades. Ambos os Relatórios de Actividades e Contas de ambas instituições foram apresentados de forma pormenorizada.
Na Sessão seguinte esteve em estudo e debate a Reestruturação interna da Província. O P. Provincial propôs dois critérios orientadores da reflexão, a saber: primeiro, ter em conta os critérios para a formação das comunidades carmelitas, recorrendo às nossas Constituições que os revela com claridade: fraternidade, oração e apostolado; segundo, (re)pensar as nossas presenças carmelitanas, em jeito de re-estruturação interna.
Seguiu-se longo diálogo entre os presentes. Este assunto naturalmente ficou em aberto pois a restruturação é processo de toda uma vida e transversal a todas as dimensões: pessoal, espiritual e de estruturas propriamente ditas. Não se levantaram dúvidas sobre o nosso estilo e modo de vida, mas também somos conscientes das nossas fragilidades e limitações.
«Começar sempre de bem em melhor» será o nosso fito.
O Conselho Provincial reuniu, em seguida, a fim de preparar o primeiro esboço das comunidades do novo triénio. Os restantes capitulares foram estudando o novo texto com os Compromissos e Determinações do Capítulo Provincial de 2011.

Novas comunidades

Da tarde do terceiro dia capitular saíram dois frutos: as novas Determinações Capitulares, que apesar de tudo ainda carecem de aprovação; e as novas Comunidades, que a seguir se apresentam (Em primeiro lugar surgem os superiores das Comunidades):

AVEIRO
António Fernando Sá Reis
João de Sousa
José Carlos Vechina

AVESSADAS
Alpoim Alves Portugal
Manuel de Jesus Vaz de Brito
Agostinho dos Reis Leal
Vasco Nuno Tavares da Costa
Daniel Jorge Sachipangue

BRAGA
Agostinho Gonçalves de Castro
Rui Fernandes Rodrigues
Marco Paulo Domingues Caldas

FÁTIMA/ELVAS
Pedro Lourenço Ferreira
Jeremias Carlos Vechina
José Maria Lourenço Francisco
Armindo dos Santos Vaz
Alfredo Martins Bento
Avelino Fernandes Lopes
Joaquim da Silva Teixeira

FUNCHAL
Manuel Dias Vieira da Costa
Cecílio Astondoa Cortazar
Jorge dos Santos Vaz
Nuno Pereira

PORTO
Manuel Fernandes dos Reis
Vítor Hidalgo Perez
João Ricardo Costa Rego
Noé Danilo Aleixo Martins

VIANA
João Manuel Teixeira da Costa
Joaquim da Rocha Maciel
António Fernandes Gonçalves
Carlos Manuel Gonçalves
Silvino Teixeira Filipe
Domingos Borlido de Melo

Determinações Capitulares

A manhã do quarto dia do XI Capítulo Provincial começou com a Oração de Laudes e a Eucaristia presididas pelo Padre Provincial. Na sua homilia não deixou de nos animar a «lançar as redes sem desanimar; a deixarmo-nos renovar e inebriar pela presença do Ressuscitado; obedientes ao seu desafio, lançamos as redes e podemos colher frutos abundantes».
No início de mais uma sessão matutina, o Capítulo fez a confirmação da eleição dos superiores das comunidades.
Seguiram-se longos minutos em que o Padre Provincial usou da palavra para dirigir à assembleia capitular sugestivas exortações de abrangência pessoal, comunitária e provincial, como sejam a reestruturação interna da Província e a formação contínua, a vida de oração e a vida fraterna, a atenção aos religiosos mais idosos e a pastoral juvenil, a relação com o laicado, as presenças universitárias e a solidariedade social.
De seguida abriu-se diálogo que só depois de concluído deu lugar ao intervalo entre sessões.
Ao abrir-se a segunda sessão da manhã procedeu-se à leitura e reelaboração das Determinações Capitulares.
A tarde do último dia capitular prolongou-se por duas longas sessões.
A primeira, às 16h00, foi inteiramente dedicada à cuidada reelaboração e aprovação das Determinações Capitulares, com especial destaque para a animação da vida comunitária, o apoio à formação e acompanhamento espiritual das nossas irmãs carmelitas descalças e aos carmelitas seculares, a dinamização da pastoral juvenil e vocacional, a promoção da espiritualidade através dos nossos centros de espiritualidade, das Edições Carmelo e das revistas, sem descuidar a vida missionária e os diferentes âmbitos pastorais onde os frades carmelitas testemunham a sua fé no Deus vivo.
A segunda destinou-se à aprovação e assinatura da Acta Capitular, cuja leitura se estendeu por largos cinquenta e sete minutos!
O XI Capítulo Provincial encerrou-se com o canto solene da Salve Regina, no dia em que o P. Jorge Vaz, Delegado da Comunidade do Funchal, celebrava 38 anos de ordenação sacerdotal! Passavam das 21h00.

Encerramento do XI Capítulo

O Padre Provincial, Frei Joaquim Teixeira de Santa Teresa de Jesus, deu por encerrado o Capítulo com uma sentida acção de graças ao Senhor por nos achar dignos de fazermos parte desta página da história da Ordem que acabamos de escrever. Agradeceu o bom espírito de harmonia e colaboração do Capítulo, os bons serviços de todos os colaboradores, do Centro de Espiritualidade e dos Capitulares. E à falta de palavras mais elevadas muniu-se da simplicidade para prometer dar o seu melhor em favor dos Irmãos e Irmãs com a ajuda de Deus, de Nossa Senhora e de toda a família carmelita.
Seguiu-se uma foto com os cinco Provinciais da história da nossa Província restaurada, que a Providência cuidou de ter reunidos como capitulares.

Pós-Capítulo

O P. Provincial agradece as saudações recebidas de todos quantos se fizeram presentes com a sua oração e amizade durante este Capítulo Provincial. Foram várias dezenas de mensagens que lhe chegaram dos irmãos, irmãs e amigos da família carmelitana. Prossigamos a nossa caminhada espiritual e missionária, rentabilizando ao máximo as graças e dons que o Senhor nos concede.

 

2010-05-02

 
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