AS RESPOSTAS DO GAF À CRISE

 

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O GAF - Gabinente de Atendimento à Família, sediado na comunidade dos Carmelitas de Viana do Castelo é uma instituição que presta um serviço qualificado em tempos de crise.
Esta IPSS está vocacionada para o atendimento às necessidades mais básicas de alimentação, higiene e saúde atè aos projectos mais estruturados de apoio às famílias mais carenciadas e aos excluidos sociais, ajudando-os a reconstruir os seus projectos vida pessoal, famíliar e profissional.

Apresentamos de seguida um pouco da sua história e os seus projectos de intervenção nas mais diferentes áreas, assim como alguns dados estatísticos.

O Gabinete de Atendimento à Família é uma resposta de intervenção comunitária para a inclusão social. O GAF é uma instituição particular de solidariedade social, criada a 24 de Maio de 1994, por iniciativa da comunidade da Ordem dos Padres Carmelitas Descalços, a partir das necessidades identificadas no trabalho de aconselhamento espiritual que, há anos, vêm desenvolvendo na Região do Noroeste de Portugal, o distrito de Viana do Castelo.
O objectivo inicial do GAF foi proporcionar um espaço de acolhimento às famílias mais desfavorecidas e de elevada exclusão social da região oferecendo-lhes uma resposta integrada e inclusiva, que estava para além da resposta pastoral/espiritual, em ordem a devolver-lhes a dignidade de cidadãos de plenos direitos.
Num primeiro momento, procurou-se que este trabalho fosse alicerçado em parcerias com instituições públicas e privadas da comunidade civil que prestavam serviços de intervenção psicossocial e comunitária.
Rapidamente, a experiência no trabalho de atendimento diário e a análise das necessidades sociais identificadas, sinalizaram graves carências em vários segmentos da população, sendo evidentes as desigualdades sociais de oportunidades –– uns eram mais cidadãos que outros –– emergindo problemáticas claras no âmbito da exclusão: comportamentos aditivos, seropositividade, delinquência, ex-reclusão, sem-abrigo, imigração, desemprego, emprego precário, carências socioeconómicas, disfuncionalidade familiar e/ou ruptura sócio-familiar, violência doméstica e famílias com crianças em risco.
Face à constatação destas necessidades e à complexidade das problemáticas, os Órgãos Sócias do GAF (constituídos exclusivamente por elementos da sociedade civil, em regime de voluntariado) e os seus parceiros decidiram desenvolver uma intervenção contínua, sistematizada, integrada e multidisciplinar, com quadros técnicos próprios, especializados na área da intervenção comunitária. Assim, através da celebração de acordos não tipificados com a Segurança Social e de candidaturas a diversos projectos nacionais e europeus, o GAF foi crescendo, progressiva e sustentadamente, com equipas multidisciplinares para responder aos pedidos crescentes que eram solicitados a vários níveis: social, psicológico, económico, laborais, jurídico, educativo e cultural.
Para se perceber, na globalidade, a dimensão do trabalho comunitário que o do Gabinete de Atendimento à Família vem desenvolvendo ao longo destes 16 anos, apresentam-se, sumariamente, as áreas de intervenção e os objectivos e acções específicas realizadas com os vários grupos alvos.

A nossa estrutura organizacional apresenta-se através dos seguintes órgãos
sociais eleitos: Conselho-Geral, Direcção, Conselho Fiscal e Orgão de Assessoria.

Corpos Gerentes do GAF (2011-2014)

CONSELHO GERAL
Presidente: Pe Joaquim Teixeira – Provincial OCD
Vice-Presidente: Frei João Manuel Teixeira da Costa- Prior do Carmo de VC
Vogal: Dr. António Prieto Bacelar Alves
Vogal: Pe Artur Coutinho – Pároco de Nossa Senhora de Fátima
Secretária: Drª. Ludovina Maria Viana Borges
Director do GAF: Pe Carlos Manuel Gonçalves
Presidente do Conselho Fiscal: Dr. Joaquim Manuel da Costa Guerreiro


DIRECÇÃO
Director: Pe Carlos Manuel Gonçalves
Vice- Director: Dr. João Manuel Branco da Rocha Ferreira
Tesoureira: Drª. Liliana Sofia Duarte Iglésias
Secretário: Dr. José Miguelote de Castro Monteiro
Vogal: Dr. Fernando Alves Guerreiro

CONSELHO FISCAL
Presidente: Dr. Joaquim Manuel da Costa Guerreiro
1º. Secretário: Doutora Teresa Pimentel
2º. Secretário: Dr. José Manuel Gemelgo Reis

ÓRGÃO DE ASSESSORIA
Coordenador: Professor Doutor Joaquim Luís Coimbra (FPCEUP)
Secretário: Doutora Ângela Felgueiras Pontes

A gestão executiva do GAF é assumida pela Direcção, sendo da sua responsabilidade a gestão integrada e melhoria contínua, nomeadamente: planear, avaliar, garantir a execução, após validação do conselho geral, dos planos estratégicos, planos de actividades, orçamentos. Elaboração dos relatórios de gestão, de actividades e contas para aprovação do conselho-geral.


1. A Área de Intervenção de Apoio à Comunidade
Neste domínio o GAF está a intervir em cinco grupos alvo com objectivos e actividades específicos e diferenciados em função das necessidades de cada um dos grupos tipificados: a comunidade de inserção; o apoio comunitário; o rendimento social de inserção; o banco alimentar e o refeitório social.

(a) A Comunidade de Inserção assume como objectivo primordial a protecção e promoção da autonomia e do desenvolvimento de famílias/indivíduos em situação de vulnerabilidade ou exclusão social que necessitam de apoio estruturado em termos pessoais e sociais, em ordem à sua integração psicossocial e profissional.
A Comunidade de Inserção proporciona serviços de alojamento, refeições e um acompanhamento sistematizado em ordem à configuração de um projecto de vida, através da realização de actividades intencionalizadas enquadradas em diferentes modalidades de intervenção directas (individual e/ou grupo), indirectas (com a família de origem, rede social de apoio e a comunidade, nomeadamente o mundo do trabalho). Este serviço, que fica aquém das actuais necessidades, dá resposta a doze sujeitos em regime de alojamento temporário (limite de seis meses) e a mais 18 pessoas em regime diurno. Os utentes atendidos durante o ano de 2010 foram 70 sujeitos.

(b) O Apoio Comunitário tem como população-alvo famílias/indivíduos em situação de carência económica. Assume como principal objectivo a promoção da autonomia e empoderamento dos indivíduos/famílias em situação de vulnerabilidade e carência económico-social. O processo de empoderamento visa a capacitação na resolução autónoma de problemas, informar sobre os recursos existentes na comunidade, capacitar na obtenção de bens e recursos, aumentar o conhecimento dos direitos e deveres cívicos e, consequentemente, a utilização eficaz dos recursos formais e informais de apoio.
Assim, esta valência proporciona apoio técnico ao nível do serviço social (concretizando-se na informação sobre direitos e deveres sociais; mobilização de recursos e encaminhamento para serviços da comunidade; atribuição de géneros alimentares, roupa e mobiliário), da consulta psicológica (individual e familiar) e da consulta jurídica. Os utentes atendidos durante o ano de 2010 foram 276 sujeitos

(c) O Rendimento Social de Inserção (RSI): A equipa multidisciplinar (assistente Social, psicólogo, animador sócio-cultural) responsável pelo atendimento/acompanhamento da população-alvo famílias/indivíduos beneficiários da medida de Rendimento Social de Inserção, tem como principal objectivo a promoção e desenvolvimento das competências pessoais e sociais que criem condições favoráveis à sua autonomização e integração social, familiar, comunitária e profissional. Esta intervenção centra-se, preferencialmente, nas necessidades, experiências e interesses das famílias para as envolver activamente na resolução dos seus problemas. Pretende-se, desta forma, accionar a mudança de atitudes e comportamentos que permitam o desenvolvimento de competências e práticas valorizadas que garantam a integração social em diferentes áreas como: a organização e gestão doméstica, gestão financeira, saúde, emprego, educação, direitos e deveres. Neste momento estão em acompanhamento 100 famílias desfavorecidas nas margens da exclusão social. Os utentes atendidos durante o ano de 2010 foram 144 sujeitos.

(d) O Serviço da distribuição de alimentos e roupas: Em articulação com o Banco alimentar de Viana do Castelo, quinzenalmente realiza-se a distribuição de géneros alimentares e vestuário pelas famílias e indivíduos em situação de grave carência socio-económica. Este serviço, que atinge cerca de 150 famílias do concelho, é realizado exclusivamente por um grupo de cidadãos voluntários tendo como principais beneficiários os utentes acompanhados e sinalizados pela equipa técnica, no âmbito das diferentes valências do GAF. Os utentes atendidos durante o ano de 2010 foram 150 famílias.

(e) O Refeitório Social é um serviço permanente, com 4 refeições diárias, destinado aos utentes da comunidade de inserção, do serviço de atendimento à toxicodependência, sem-abrigos … Neste momento está no limite das suas possibilidades, servindo, em média, 50 almoços e 70 jantares diários. Os utentes atendidos durante o ano de 2010 foram 70 sujeitos,


2. Área de intervenção da Saúde e Comportamento Desviante

Nesta área de intervenção o GAF actua nos seguintes alvos e problemáticas com objectivos e actividades que se sinalizam sumariamente: Centro de Aconselhamento Psicossocial HIV/SIDA (CAPS); Unidade de Apoio na Toxicodependência (UAT) e Equipa de Rua “Estrada com Horizontes” e os projectos do IDT: “ Linhas e Rabiscos” e “Preexistências”

(a) O Centro de Aconselhamento Psicossocial HIV/SIDA (CAPS) visa promover a capacitação de pessoas afectadas e preocupadas com a problemática do VIH/SIDA para lidarem positiva e adaptativamente com a transição. A intervenção rege-se por uma lógica colaborativa e de negociação visando, fundamentalmente, a promoção do empowerment, a adaptação à doença e ao tratamento anti-retroviral, a desconstrução de mitos e crenças associados à infecção, o apoio na definição de objectivos reais de vida, onde se inclui a iniciação/manutenção de uma actividade laboral, a satisfação de aspirações pessoais, fazendo valer sempre o seu direito á liberdade e à segurança, à não discriminação (princípio da igualdade), ao bom nome e reputação, à reserva da vida privada e familiar, à confidencialidade dos dados pessoais. Neste sentido, os utentes, actualmente vinte, são chamados ao envolvimento activo na construção e reconstrução dos seus projectos de vida, o que permite que sejam estes os efectivos agentes da sua mudança. A intervenção centra-se essencialmente em três eixos estruturantes: (a) a intervenção individual multidisciplinar/familiar integrada; (b) a prevenção; (c) e o apoio logístico em situações específicas. Os utentes atendidos durante o ano de 2010 foram 16 sujeitos

(b) A Unidade de Apoio na Toxicodependência (UAT) tem como população-alvo indivíduos e/ou famílias em cuja trajectória de vida se identificam situações de uso/abuso de substâncias. A intervenção da UAT conflui no sentido de apoiar e promover o desenvolvimento positivo de indivíduos que usam/abusam substâncias ou que se encontrem em situação de risco, quer se encontrem em período de abstinência, quer apresentem factores que possam conduzir a esse uso/abuso.
Os serviços prestados pela equipa multidisciplinar aos 40 utentes da Unidade de Apoio na Toxicodependência são: o poio psicológico; apoio social e educativo; informação e apoio jurídico; grupos de encontro, de desenvolvimento e de treino de competências; ateliers experienciais e actividades ocupacionais; apoio na procura e manutenção de emprego e de oportunidades de formação escolar e profissional; apoio logístico no âmbito da satisfação das necessidades básicas (balneário, refeitório, rouparia, lavandaria, géneros alimentares, mobiliário). Os utentes atendidos durante o ano de 2010 foram 86 sujeitos


(c) Equipa de Rua “Estrada com Horizontes”. Este projecto, financiado pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), é desenvolvido junto de consumidores problemáticos de substâncias psicoactivas, trabalhadores sexuais de rua e familiares de indivíduos consumidores. Tem como principal missão prevenir, reduzir os riscos e minimizar os danos dos consumos problemáticos de substâncias psicoactivas e do trabalho sexual, intervindo sobretudo no espaço público.
Relativamente à intervenção realizada por uma equipa multidisciplinar – em 3 concelhos do distrito de Viana do Castelo – operacionaliza-se em diferentes acções e modalidades: aconselhamento psicológico; administração de metadona e de outras terapêuticas; articulação com outras instituições/profissionais; contacto de monitorização; distribuição de material de consumo asséptico e de material informativo; intervenção centrada na obtenção e no aumento da capacidade de obtenção de bens/recursos; intervenção centrada na utilização de recursos da comunidade; desenvolvimento de um projecto sócio-educativo com o utente; realização de sensibilização/educação; treino de competências. Mensalmente a Equipa de Rua Estradas com Horizontes presta serviços diversificados a cerca de 200 sujeitos.

(d) Projecto “Linhas e Rabiscos”, com a duração de dois anos, co-financiado pelo IDT. Desenvolve-se junto de consumidores problemáticos de substâncias psicoactivas, trabalhadores sexuais de rua e familiares de indivíduos consumidores visando a redução de riscos e minimização de danos, circunscrevendo-se a sua área de intervenção à linha litoral do Minho;

(e) Projecto de Prevenção, “Prexistências”, com a duração de dois anos, co-financiado pelo IDT. É um projecto de prevenção de drogas em públicos adolescentes e jovens que podem estar em situações de risco. É um projecto de intervenção local, abrangendo 728 adolescentes e jovens alunos das escolas EB”, 3 e Secundária da comunidade; 310 pais em acompanhamento de grupos de prevenção; 44 professores; 17 assistentes operacionais.

3. Área de Prevenção e Intervenção na Violência Doméstica

Nesta área o GAF possui os seguintes serviços: a Casa Abrigo “Dar voz às Mulheres” e o Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica.
(a) A Casa Abrigo, apresenta-se como uma resposta de acolhimento temporário de mulheres vítimas de violência doméstica e seus filhos, procurando salvaguardar a sua integridade física e psicológica perante situações de elevado risco por parte do agressor. A intervenção psicossocial, jurídica e comunitária visa a integração social e profissional pela construção de projectos de vida viáveis e ajustados que permitam uma autonomização e empoderamento das mulheres e suas crianças. A casa abrigo garante as condições básicas de vida das pessoas acolhidas (alojamento, refeição, higiene, saúde) num ambiente de tranquilidade e segurança. Este acolhimento é temporário (não podendo exceder os seis meses) para permitindo a cada mulher organizar o seu projecto de vida durante esse período de tempo como: a procura de emprego/formação, habitação digna e condições económicas e sociais que lhes permita autonomamente gerir as suas vidas.
A casa abrigo “Dar voz às Mulheres”, a primeira do País, tem apenas capacidade para acolher 6 mulheres e seus filhos. Como é uma resposta insuficiente, neste momento está-se a elaborar um projecto de construção de uma nova casa com capacidade para 10 famílias, aguardando o financiamento público para a sua execução. Os utentes atendidos durante o ano de 2010 foram 30 mulheres e 50 crianças.

(b) O Núcleo de Atendimento assume como principal objectivo a protecção e promoção da autonomia e desenvolvimento de pessoas vitimas de violência conjugal e/ou doméstica. Isto é, procura garantir às pessoas atendidas e, de acordo com a vontade manifestada pela própria, protecção e segurança, disponibilizando acompanhamento social, consulta psicológica, informação e apoio jurídico. Sempre que necessário assegura a distribuição de géneros alimentares, roupas e mobiliário.
Tem ainda o objectivo de promover e reforçar parcerias locais que permitam articular soluções de atendimento e encaminhamento mais eficazes; recolher informação que permita produzir diagnósticos de caracterização local das situações de violência doméstica; identificar os principais problemas existentes e promover soluções adequadas às problemáticas aferidas; e comunicar ao Instituto de Segurança Social e à Estrutura de Missão Contra a Violência Doméstica os casos de violência doméstica sinalizados, usando um instrumento de notação estatística específico.

4. Área de Protecção da Família e da Criança: Nesta área, o GAF oferece um conjunto de serviços de prevenção às famílias com crianças e adolescentes em risco, através do Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental (CAFAP).
O Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental (CAFAP) assume como objectivo fundamental a promoção do fortalecimento das famílias do distrito de Viana do Castelo e a prevenção de problemas de adaptação física, psicológica e social das crianças e jovens. Afirma-se como um serviço diferenciado que procura complementar a intervenção dos outros serviços existentes de apoio à família.
A intervenção familiar integrada destina-se, prioritariamente, a famílias afectadas por múltiplos problemas que pela especificidade das dificuldades apresentadas não encontram, facilmente, resposta adequada às suas necessidades na comunidade. Trata-se de uma intervenção (multi)sistémica, intensiva e desenvolvida em contextos reais.
No âmbito da prevenção são desenvolvidos projectos de intervenção familiar em grupo, como projectos de treino de competências familiares e parentais, de educação parental, entre outros. Actualmente, está a desenvolver-se o “Projecto Famílias em Missão”, programa de intervenção focalizada, que consta do desenvolvimento, disseminação e avaliação da eficácia de dois programas de intervenção familiar na área da prevenção: “Em Busca do Tesouro das Famílias” e “a Missão C”. Estes projectos, tendo como grupo alvo preferencial os adolescentes e jovens das famílias atendidas no CAFAP, visam reduzir os factores de risco e aumentar os factores de protecção do consumo de substâncias.
O CAFAP oferece ainda um centro de estudos e recursos, vocacionado para o desenvolvimento de actividades de formação e consultoria a profissionais e para a intervenção na comunidade. Durante o ano de 2010 foram atendidas 51 famílias.


5. A Área dos Serviços Socialmente Solidários: além das áreas supra definidas, O GAF inclui ainda serviços socialmente solidários, a saber, a Empresa de Inserção "WashGAF” e oficinas ou ateliers ocupacionais
O Wash-Gaf é uma Empresa de Inserção, financiada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, na área da lavagem manual de automóveis cujos serviços são prestados à comunidade. Tem como principal objectivo a promoção da integração socioprofissional dos desempregados em desfavorecimento face ao mercado de trabalho, privilegiando os sujeitos das várias valências do GAF, nomeadamente os sujeitos da comunidade de inserção. Esta empresa de inserção permite a criação de cinco postos de trabalho para pessoas com dificuldades de integração profissional.
As Oficinas são constituídas por ateliers ocupacionais de encadernação, reciclagem de papel e artesanato tendo como objectivo oferecer aos vários utentes da comunidade de inserção um espaço real de a aquisição de competências facilitadoras da integração pessoal, interpessoal e profissional.

6. Voluntariado do GAF

Contamos com um corpo de voluntários diversificado, que tem actividades de apoio e suporte aos serviços e equipas técnicas. A maioria dos candidatos para voluntário GAF tem habilitações académicas de Ensino Superior. Para efeito de recrutamento dos voluntários temos um protocolo com o Banco de Voluntariado Local da Câmara Municipal de Viana do Castelo.
No momento actual contamos com 13 voluntários para as seguintes actividades:
 apoio ao estudo
 apoio a actividades de angariação de fundos e sustentabilidade
 apoio a actividades de organização e formação
 apoio à organização de géneros e roupas


7. Caracterização dos Colaboradores do GAF

Em 2010, o GAF conta com uma equipa de 56 colaboradores, 13 voluntários
regulares e outros voluntários pontuais.

Coordenação Geral:
Isabel Fernandes

Responsáveis Técnicos dos Serviços:

Serviços Partilhados:
• Serviço Jurídico: Marisa Lamas
• Serviço Design: Manuel Felgueiras
• Serviço Tecnologias de Informação e Sistemas de Controlo de Gestão: Vítor Martins
• Serviço Contabilidade / Administrativos: Renato Ribeiro
• Serviços Gerais: Coordenação /Responsável Resposta Social
• Recursos Humanos e Voluntariado: Coordenação / Responsáveis de Serviços

Serviços de Intervenção Social
• Comunidade de Inserção: Cátia Cebolo
• Protocolo de RSI: Maritza Calheiros
• Casa Abrigo: Mónica Moutinho
• Núcleo de Atendimento: Leandra Rodrigues
• Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental: Catarina Vieira
• Centro de Aconselhemento Psicossocial HIV/Sida: Carina Parente
• Equipa de Rua: Cláudia Marinho
• Unidade de Apoio na Toxicodependência: Miguel Fernandes
• Apoio Comunitário: Rotativo

Serviços Socialmente Solidários:
• WashGAF: Renato Ribeiro
• Oficinas: Manuel Felgueiras
• MIMUS: Coordenação / Washgaf/Oficinas/Serviços
• Gabinete de Projectos: Coordenação / Responsáveis de Serviços
• Amigos GAF: Coordenação /Serviço Administrativo

8. Fontes Possíveis de Financiamento

Para o desenvolvimento das suas actividades o GAF conta com as seguintes fontes possíveis de financiamento:
• Acordos atípicos com o Centro Regional de Segurança Social de VC
• Programas Europeus/ Comunitários
• Programas Nacionais (Ministérios – Trabalho e Solidariedade Social, Saúde)
• Privados (Empresas, Fundações, …)
• Donativos e mecenato
• Receitas próprias (através dos Serviços Socialmente Solidários)


A título de conclusão, torna-se importante mencionar que o GAF tem apostado na mobilização e rentabilização dos agentes e recursos comunitários, por considerar fundamental para a eficácia da sua intervenção o trabalho em rede, realizando para o efeito uma série de parcerias formais e informais com as instituições e organismos regionais e nacionais com quais desenvolve um trabalho integrado de cooperação e partilha. Neste sentido, a equipa técnica do GAF, actualmente constituída por 26 técnicos superiores das várias áreas das ciências sociais e humanas, tem sido solicitada para colaborar em actividades de formação, partilha de conhecimentos e experiência com outras instituições (estabelecimentos de ensino, centros comunitários…), pelo reconhecimento (local, nacional e mesmo internacional) da competência e qualidade científico-técnico das suas práticas nas várias valências em que presta serviços na comunidade, quer ao nível da intervenção quer da prevenção nas múltiplas problemáticas da exclusão social.

 

2011-12-01

 
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