Carmelitas fazem memória do seu passado em Lisboa

 

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Durante a semana de 26 a 30 de Setembro, alguns frades da Província Portuguesa estiveram a realizar em Lisboa uma semana de formação permanente que consistiu essencialmente na visita aos antigos conventos da capital, 4 masculinos e 4 femininos.
O programa constou essencialmente da visitas aos seguintes monumentos:
- Museu Nacional de Arte Antiga, onde estiveram viveram até 1834 as Carmelitas Descalças, restando a Capela das Albertas como espaço mais marcante da presença carmelita neste Museu Nacional. Orientou esta visita o Dr. Miguel Soromenho e outros guias do Museu que sempre nos fazem sentir como na nossa própria casa.
- O Convento dos Remédios ou dos Marianos, fundado no dia 27 de Setembro de 1606, na rua das Janelas Verdes, junto ao MNAA, o terceiro convento dos Carmelitas na capital, depois de terem ocupado temporariamente outros espaços nas proximidades; actualmente este convento é sede da Igreja Lusitana. Orientou esta visita a Arq. Teresa Campos Coelho. A celebração da eucaristia neste antigo convento reavivou naturalmente a memória dos frades carmelitas que aqui escreveram uma linda história até à expulsão de 1834.
- Convento de Santa Teresa, em Carnide, onde as Irmãs Carmelitas deixaram marcas indeléveis da sua presença de que o rico espólio deste Carmelo é testemunho. Orientou esta visita o Doutor Augusto Borges Moutinho que recentemente coordenou a edição de uma obra sobre a história desta presença carmelita.
- A seguir, visitaram ao Convento de S. João da Cruz, também em Carnide, onde restam menos sinais artísticos da presença dos frades mas nem por isso menos significativo. Este grandioso edifício está confiado a uma Instituição de Solidariedade Social de apoio a crianças e jovens em situação de risco. Ainda visitaram de seguida o Mosteiro de S. Vicente de Fora.
– E seguiu-se um convento feminino, o dos Cardaes, na Rua do Século; seguramente o Carmelo histórico melhor conservado de Portugal, pois após a saídas das Carmelitas, as Irmãs Dominicanas iniciaram um projecto de apoio às invisuais que se mantém até ao dia de hoje. Orientou esta a Ir. Ana Maria.
– Pela tarde, visitaram a conhecida Basílica da Estrela, construção mandada edificar por D. Maria I e entregue a uma Comunidade de Irmãs Carmelitas que aqui viveram até à expulsão de 1834; visitaram a Sacristia da Basílica onde se encontra o túmulo do Bispo Carmelita, Inácio de S. Caetano, seguiu-se ainda uma visita ao Convento das Clarissas onde faleceu a Beata Jacinta Marto.
- Visitaram o Convento Corpus Christi na Baixa de Lisboa onde viveu uma comunidade de frades e um casa de formação de vocações missionárias.
- Por fim, no último dia, visitaram a Igreja Matriz de Cascais, onde se pode admirar os famosos quadros teresianos de Josefa de Óbidos, segui-se um encontro com os investigadores de temáticas carmelitas, no Centro Cultural de Cascais, antigo convento carmelita de Nossa Senhora da Piedade, com uma conferência subordinada ao tema: «Os Camelitas Descalços Além Mar: novas perspectivas de investigação», pelo Doutor Nuno Falcão. Terminando este vasto e rico programa com uma visita ao Palácio Condes de Castro Guimarães, Parque Marechal Carmona, antiga cerca do convento carmelita.
Esta actividade teve o acompanhamento permanente do investigador carmelita, José João Loureiro.

 

2016-09-27

 
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