Processo de beatificação da Ir. Lúcia a caminho do Vaticano

 

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No dia 13 de janeiro, um mês antes de se completarem 12 anos da morte da Ir. Lúcia, terminou a fase diocesana do seu processo de beatificação que agora transita para o Vaticano, passando agora a depender diretamente da Santa Sé e do Papa. Depois dos 8 anos que demorou a instrução, o processo entra agora numa nova fase.
A sessão solene de encerramento do Inquérito Diocesano do Processo de Beatificação da Serva de Deus Lúcia de Jesus realiza-se a 13 de fevereiro, no Carmelo de Santa Teresa de Coimbra. Às 17 horas, terá lugar a Sessão de Clausura, seguida da Eucaristia de acção de graças pelas 18 horas. Depois, na Sé Nova de Coimbra, às 21h30, o Coro Sinfónico Lisboa Cantat, o Coro Infantil do Conservatório Regional de Coimbra e a Orquestra Clássica do Centro oferecem um concerto intitulado O Meu Caminho.
Em declarações à Agência ECCLESIA, a vice-postuladora da causa de beatificação da Irmã Lúcia afirmou, no decorrer do processo diocesano, que a “vasta documentação” da religiosa exigiu tempo e provocou demoras nessa etapa.
“É um desafio. Obviamente que estamos todos muito ansiosos pela sua beatificação, mas eu penso que a Irmã Lúcia merece um estudo muito aprofundado e rigoroso, não só para a questão histórica, que é muito importante, mas concomitantemente, para a sua dimensão espiritual”, disse a irmã Ângela Coelho.
“Creio que prestamos um melhor serviço à própria Lúcia, à sua santidade e características, se estudarmos bem a documentação que existe”, sustenta a irmã Ângela Coelho, que em setembro de 2014 foi nomeada vice-postuladora da causa de canonização da Irmã Lúcia pelo Postulador Geral dos Carmelitas Descalços, o padre Romano Gambalunga.
A longa vida da Ir. Lúcia, quase 98 anos, aumentou a sua imensa correspondência com Papas, cardeais, bispos e muitas outras pessoas. E a organização de todo este espólio prolongou esta fase diocesana do processo. “Conseguimos recolher mais de 11 mil cartas -, o que torna o processo complexo”, admite.
Concluída a fase diocesana do processo de beatificação, vai ser elaborada a ‘positio’, um compêndio dos relatos e estudos realizados pela comissão jurídica, por um relator nomeado pela Congregação para a Causa dos Santos (Santa Sé).
Aos bispos diocesanos compete o direito de investigar acerca da vida, virtudes e fama de santidade, milagres aduzidos, e ainda, se for o caso, do culto antigo do fiel, cuja canonização se pede. Este levantamento de informações é enviado à Santa Sé: se o exame dos documentos é positivo, o “servo de Deus” é proclamado “venerável”.
A segunda etapa do processo consiste no exame dos milagres atribuídos à intercessão do “venerável”; se um destes milagres é considerado autêntico, o “venerável” é considerado “beato”.
Quando após a beatificação se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, o beato é proclamado “santo”. A canonização, ato reservado ao Papa, é a confirmação por parte da Igreja de que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.
A irmã Lúcia de Jesus (1907-2005) viveu 57 anos de vida carmelita e encontra-se sepultada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima. Foi uma das três crianças que entre maio e outubro de 1917 testemunharam seis aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria, segundo os seus testemunhos, reconhecidos pela Igreja Católica.
(Com Agência Ecclesia)

 

2017-01-14

 
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